travel’s mind.

ImagemIndian summer, capache. toureiros desempregados esvaziam seus bolsos, não tenho nada para oferecer, mas tem um cartaz colocado na parede de abertura da art gallery  “vende-se sonho em gaiolas”.

como havia perdido o meu, que há tempos luz está na minha frente, visto toda a dificuldade da real life em manter suas forças diante dele. ele já está viajando a paris, caminhando calmo, comprando livros de filosofia e colecionando artigos científicos sobre botânica.

já em sua totalidade, pode ler o manifesto surrealista de Breton, dentro da pintura do sonho encontrei uma versão de pixels formando a imagem de Man Ray beijando Marx Ernst, era um quadro gigante dentro de uma sala de estar cheia de gatos de porcelana.

talvez fosse apenas uma sala de visita para os mais íntimos, tiro essa conclusão, da coleção infinita de imagens de bundas sendo penetradas ao delírio surrealista da época. em troca, talvez, seja esse um capítulo perdido de Moebius e inspiração para La Société du Spectacle.

ouça esse som dos estralos do fogo queimando no fogo, gosto desse som.  veja os números do calendário em ordem inversa, sempre bom começar o mês no dia 30 e terminar no dia 1, e os ponteiros, são sete para cada hora, marcando o tempo é atemporal, não existe. Encontrei imãs da geladeira, Camus e Sartre beijando Behaviour. todos nos sabíamos, assim como Morgana amava Lancelot, e não Arthur.

telas gigantes, com imagens projetando textos em seguida, textos enchendo potes de tintas, como em uma engrenagem laboratorial onírica, se tornando imagens puras, imagens que tocam e sente, em uma variação de movimento, profundida, por fim, sentimento e intenção.

Godard havia feito um novo filme, nunca antes revelado, a luta dos lobos famintos, fragmentando fotos 3×4 em uma busca da identidade humana na diferenciação das nuances do comportamento.

tinha até lá, o sofá verde de Bergman, com cheiro de Liv Ulmann e suas recordações do vulcão profundo sensorial berguiano. descalço, comecei a subir as escadas, devagar e em silêncio com medo de encontrar alguém ali.

daquelas vidas todas públicas para minha surpresa, Freud e Jung costurando tricô juntos em uma foto sépia com manchas amareladas na borda. sempre soube dessas influências kantianas pré socráticas.

achei um livro sobre amor, era de Schendel.

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