Obrigada por nada.

Chamaram pelo meu nome três vezes, três vozes diferentes, três sons fundidos a um único chamado: “simone”. nenhuma voz se destacou para que eu continuasse a seguir na escuridão. será que esses são sinais do meu desânimo? posso estar querendo abandonar essas minhas confusões. a verdade é que eu nunca vou ver as coisas de uma maneira simples. hoje o mar acordou mais ousado, ele estava quase me alcançando. acordei sentindo a água nos meus pés. acordei ouvindo refrão de uma música que eu gosto muito. o sol estava queimando a minha pele. eu estou confortável? essa é a pergunta que eu faço todo dia antes de acordar. às vezes sinto um peso que eu não consigo administrar. às vezes me sinto muito leve. Estou sentindo alguma coisa. não confio nos meus textos. eles mentem, assim como minhas emoções mentem. as pessoas mentem. todo mundo mente, e por quê? esses dias eu queria poder enxergar as coisas de uma maneira mais clara, sem definir nada. mas eu gosto de jogar razão em emoção. gosto de deixar tudo fragmentado, de complicar o que poderia ser simples. mas na verdade eu tenho um pouco disso, desse descontrole. isso corre dentro de mim. me queima. eu quase não tenho tempo de ver como isso me influência. sempre acabo passando por situações, que eu poderia evitar, eu acho. as escolhas estão comigo. as luzes já estão apagadas, estou meio cansada. mas super tranquila. é tão bom ficar assim. como sentir aquele vento gostoso entrando pela janela da sala, meio gelado, aquele vento que existe, encosta na pele, e faz você ter uma sensação de que as coisas estão bem, e se não estão, vão ficar, afinal tudo vai ocorrer bem. de qualquer modo nem queria estar escrevendo, e nem queria me expor. nem sei o que vir fazer aqui. mas acabei voltando. algumas coisas me deixaram pensando essa semana, como pessoas que correm contra o tempo, como sentimentos de ansiedade ou julgamentos inteiros, como discussões antigas sempre remoendo passados. como lembranças mais antigas ainda, ou nem tão antigas, lembrando que você já passou por aquilo e por mais aquilo. e que as coisas vão fluindo e que as decisões são suas. que a parede do seu quarto só é vermelho porque você quer e nada mais. e que você tem motivos suficientes para fazer escolhas, são suas dúvidas que merecem atenção, afinal, são frágeis como suas emoções. são vagas e contraditórias, tem gente que vai adorar ler isso. é tão bom ver que não somos perfeitos. e nem muralhas tão grandes, estamos seguros demais dentro de nossas paredes. e essas paredes são os nossos motivos diante do mundo. e na saudade depositamos nossas fraquezas. não sou inteira. meus olhos estão vendo embaçado. algumas partes minhas estão viajando pelo mundo, porque eu prefiro que seja assim. como posso também estar perdida nesse texto sem começo, que também não vai ter um fim.

Um comentário sobre “Obrigada por nada.

  1. Me fale pq vc está tão confusa assim, como menciona no texto..
    .
    Acho que se for parar para analisar, vc nao deve ter motivos para ficar confusa, ou deve ter pequenos motivos.

    Talvez esteja fazendo ‘tempestade em copo d’água”, kkk.

    Acho difícil mentir para si mesma, vc pode escrever uma coisa, mas no fundo, a consciência sabe a verdade.

    BOA SORTE

    flw.

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