Viagem sem mim.

Tenho que começar a planejar como faço para me esquecer em algum lugar e deixar minhas malas prontas para essa viagem sem mim. Preciso me esquecer por um tempo, me deixar por um tempo perdida de mim para poder viver sem o peso de ser eu. Sem observar, sem tentar entender, sem escrever, sem ferir amores, sem buscar respostas, sem emoções, sem seguir desejos.

Apenas colocar o pé na calçada fria de alguma rua de Londres, ou então, me afogar em um mar. Eu me perdi. Eu não me encontro, sou várias de mim, portanto não sou nenhuma inteira. Gosto das ondas, dos detalhes inseguros da noite, das entradas sem saídas, dos ruídos escapados, das feridas que saem sangue. Existe vida. E a vida é um turbilhão de complexos que nos tiram o conforto.

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