Freya e Odin.

Qual é o charme da incerteza? Ele consegue me ver assim. E será que não somos promessas falsas de um amor inventado? Uma frase hoje me parece tão real como as cores que enxergo quando abro os olhos: ele é real?

O tempo é inimigo vigilante e funesto, o obscuro inimigo que nos rói o coração, Baudelaire.  Nossos destinos estão. Eu procuro um olhar, mas não vejo.

Se ele quisesse, e se sobrasse coragem, ele estaria aqui do meu lado. Diálogos durariam uma eternidade, abraços seriam longos, e olhares vivos e vibrantes. Talvez, eu espero. E ele também.

Qualquer história nossa já começou seguindo com calma todos os capítulos. E eu ainda não li a carta de apresentação, na verdade, ficamos com um bom dia, seguido de um sorriso no espaço do rosto e já pulei para a segunda página.

Ele terá uma escolha. E eu ainda não cheguei nas outras páginas, mas esse livro é de capa dura. E dizem, que capa dura tem maior duração e são mais resistentes, como rochas de sentimentos contidos.

Os nórdicos invadem meus pensamentos. Acho que às vezes, aqueles bárbaros ruivos chegaram e tomaram muito líquido sagrado na aldeia dos celtas. Ao menos nos entendemos, estamos presos a séculos anteriores e não sabemos.

Talvez Odin seja poderoso e venha salvar a sua Freya, ou ela não queira ser salva. Ela tem medo. Medo de se expor. Medo de não poder mais ter o que esperar. Os livros escritos em poeiras, a passagem de uma história, outra história.

Ele tem força. Mas também tem medo. Agora ele pensa, e não age mais com o coração. Freya corre o risco de não saber como seria se fosse com o Odin. Corre o risco de não sentir o que ele dizia que sentia. As runas tentam adivinhar, mas todas essas jogadas do destino podem nos separar.

A coragem hoje está muito longe. E os planos espontâneos mais ainda. Como Freya se sentirá única se Odin não mover mais nenhuma pedra em sua direção? Os conselheiros são desnecessários. A razão controlando nossas mentes, deixa-nos seguros de que o tempo tem os seus riscos, e que estamos dispostos a tomá-los.

Freya com medo, declara, que se um dia o amor existir, que seja corajoso e resistente, que seja a força para unir. Mas ainda muito cética, escreve textos esperando que Odin possa entendê-la. Como ele pode gostar de todas as suas estranhezas e deixa-la na mão de outro?

Freya é incerta, assim como as correntezas. E isso é um charme perigoso, acredita Odin. Ambos sabem que o melhor dos dois é apenas dos dois. Mas são maduros para viverem assim racionalizando até o sentimento deles. Os dois esperam, nenhum se move. Freya escreve, e Odin?

Um comentário sobre “Freya e Odin.

  1. Algumas pessoas são mais especiais que outras, Freya sabe, também sabe que o mundo não é mais o que era a um segundo atrás, sabe que algumas coisas nunca mudam, mas outras nem tanto, e o sentimento que o prende a ela, é eterno.

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