Crime e castigo.

Nem sequer poderia imaginar semelhante brutalidade, semelhante barbaridade. Sentido-se sufocado, levantou-se e sentou-se no leito, num grande sofrimento e sufocando a cada momento. Mas os choros e os insultos redobravam cada vez mais força. E de subido reconheceu a voz de sua senhoria. Era ele, e guinchava, gritava, comendo as palavras de tal maneira que não era possível entender o que dizia. Não havia dúvida que era possível entender o que dizia. Não havia dúvida de que, agora, tinham parado de bater nela, mas ainda há pouco a surravam na escada sem dó nem piedade.

Crime e Castigo, Dostoiévski.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s