Show me where the key is kept
Point me down the right line
Because it’s time…”
Show me where the key is kept
Point me down the right line
Because it’s time…”
Hoje eu acordei em uma ilha distante de mim. Onde eu vi outro eu brincando comigo.
Passeio entre rios e pedras de alegrias e tristezas, sobrevoando entre folhas, árvores e vento. Com um ritmo sem destino.
Qualquer caminho que guia transforma e excluí. Não era mais o rio, era o mar dentro de mim. Perdida entre as sete ondas que batem trazendo força desinteressada.
Vida e sol queimam. Essas queimaduras são apenas descarregos humanos derretidos e petrificados. São demasias demais, um pouco de tudo e um nada profundo e infinito no mar.
Tempestades ociosas que trazem força para mim. E afastam caminhos desnecessários. O que aconteceu?
“…O mar levou tudo embora

até eu em mim…”
Matthew Ryan -Follow the Leader
Vento e luz calma entrando pela janela. Tentamos suavemente esquecer alguns pensamentos que insistem em continuarem vivos. Navegam entre os labirintos misteriosos e silenciosos da mente. Formam desenhos suaves, transformam o desejo em pequenas pedras.
São palavras que direcionam tudo isso? Vamos deixar tudo abstrato então. Deixar nossos mundos se confrontarem. Em uma colisão profunda e intensa. Sem medo de se perder na explosão.
Tanto faz. Existe algo dentro de cada um de nós que possa valer à pena. Detalhes sensoriais que mergulham na incerteza de um dia qualquer. Viver enquanto pedaços anulo. Anulo incertezas e dúvidas e deixo em algum lugar, perdidas.
Evitar o próprio nome. O significado da vontade, deixar tudo compacto sob controle? As horas vão passando e vamos perdendo, perdendo contra o tempo que morde pedaços de vida toda hora.
Intenso. Não deixar nada para trás, nada despercebido. É tão fácil se iludir quando se esquece algum pedaço de razão. Somos controlados por impulsos e vícios regulares que mantém todo um artifício atrás.
Nessa briga. Vamos perdendo toda a vitalidade, vamos esquecendo o motivo. E o vento mais uma vez me cala, me cala no silêncio dessa tarde calma e fria. Vou perdendo o sentindo, esquecendo aos poucos o que me levou.
Em um instante. Tudo parece calmo e completo. Intenso e profundo. Explosivo e surreal. É tudo tão rápido, que me sobra apenas uma vaga lembrança. São pensamentos, mente e memórias, difusas e impossíveis, controlando tudo que há em mim.
Quando ela percebeu que as coisas poderiam sair do controle…”
Tem um monte de jornais amarelados em sua frente, tantos anos de histórias que juntos permanecem em um saco. E você por aqui, escrevendo o que sente. E aos poucos a vontade de abrir e conhecer o que leva uma vida inteira a não se permitir apenas a própria vida. O que vale o tempo perdido e a sujeira acumulada, em troca de um amor lúdico?
Qual é o valor material? E as pessoas? Já não são mais as mesmas. Parece que tudo um dia foi bem normal e simples por destino, alguma mudança da rota. Não existiam mais pessoas, não existia mais ninguém ao lado, apenas a conturbada impressão de loucura mesclada sobre a sujeira.
Só que no fundo, bem revelados sobre os seus olhos. Um amor incompreendido, muitas almas juntas em uma sala, abanando rabos para lá e para cá. Todos muito carentes fazendo barulho, carregando uma história e um nome. Nenhum arrependimento.
Aos poucos cada um foi deixando uma marquinha de pata sobre a roupa, a sujeira acumulada que incomodava foi esquecida por alguns momentos, e só por alguns. Olhares diferentes e profundos,alguns com medo, outros animados abanando rabos sem parar. Outros de canto desconfiados. Quem eram esses seres estranhos?
Que de repente invadiram o lar deles com suas máquinas fotográficas e olhares impressionados. Conheceram seus nomes, suas história, seu novo lar. Tanta vida em um espaço, tanto amor. Meu medo aumentando pela responsabilidade.
Estamos envolvidos. A vasta solidão da alma incompreendida, é tão profunda. Aos poucos vamos perdendo o compasso da situação e mesmo assim não desistimos, continuamos como se tivéssemos mesmo que continuar.
E tudo fica muito intenso quando se envolve vida, e quando percebemos já se formou um vínculo daqueles derradeiros que impõem que se faça alguma mudança. Da esperança que ainda há dentro de nós, persistimos em continuar.
No escuro,
O mundo é cruel e frio como uma noite sozinho no escuro. Enquanto todos estavam em suas casas contemplando a suas sortes, ele estava naquele canto, sentindo na alma o vento forte.De repente um ato de fé para amenizar a dor.
Noite calada, sem ninguém ao menos para dizer: – Entre aqui! Esse é o seu novo lar. As horas vão passando lentamente, sem maldade alguma, seus olhos mostram que existe esperança. Quem vai ouvir suas tristezas?
Ele estaria em uma casa, no conforto de um lar quente, comendo, bebendo e dormindo sem preocupação. Com o coração grande pra dar e oferecer tanto amor que não cabe na alma.
E a rua sabe o seu nome, as pessoas olham com desprezo ou dó.Tanto faz. Ele tem medo de nós, medo do mal. E seus olhos dizem tão calado e profundamente na tristeza da noite que O mundo é cruel.
Algum tempo,
De repente ela percebeu que o mundo estava errado. Tão quieta e profundamente distante, sentiu um grande vazio carregado entre o vento. Talvez, palavras ou nada. Junção de significados e interesse. Dedução qualquer.
Uma subjetividade louca direta e bem interessante. Esquecemos de nos apresentar, foi muito instantâneo. E a questão nem era essa, só que as coisas vão ocorrendo até alguém perceber se alguma coisa vale à pena.
Outra dedução qualquer e continuamos mergulhados em pequenas dúvidas e respostas curtas e breves, fazendo ar e perdendo tempo sobre linhas e compostas palavras. E o significado pode vim em alguma vibração, já que sempre vem acompanhado de uma dose extra de sentimento.
Muitas cadeiras e pessoas reunidas, olhares e respiração. Todos os corações bombeando suspiros da vida e cérebros protegidos em cabeças enquanto alguma ilusão trabalha a fórmula certa de penetrar dentro da falta de sentido, um pequeno (parênteses de razão).
Os dias,
buscava significado durante as semanas, pequenas borboletas sobre o ar faziam parte de um escolha qualquer, que ela própria deixou de lado. Várias formas concentradas em algumas opções.
Devagar. Como se todas as noites fossem concreto e cimento.Pensamentos? Quais? O que a atormentava durante à noite toda? Nem ela sabia, talvez fosse para ser ou talvez não fosse nada.
Tanto faz. Nesse ponto ela nem ligava para as horas que o relógio sussurrava em seu ouvido e muito menos para os movimentos cansativos da respiração.
Qual direção? Os impulsos incessantes riscavam um caminho, mesmo que um pequeno traço no chão. Placas de todos os lados diziam que o melhor lugar era aqui ou talvez lá. Mas ela não estava preocupada, continuou para tentar desviar o próprio destino.
Vítima. Não sabia que era o próprio destino que havia colocado esse pensamento tolo dentro de sua cabeça, apenas para acreditar na lúdica liberdade.Enquanto o vento forte batia sobre sua cara, ela ia perdendo todas as características, até não sobrar nada reconhecível.
Ela foi desaparecendo aos poucos- primeiro sumiram os pequenos detalhes e as características marcantes.Depois nada mais importava mesmo, já que ela era apenas um ponto final sobre um vento forte e incansável que voava sem destino algum.Não sobrou nada, nem um simples olhar.